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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

OS GOVERNOS DITATORIAIS NO MUNDO - HISTORIA 4ºBIMESTRE

Ditadura é um dos regimes não democráticos ou antidemocráticos, ou seja, governos onde não há participação popular, ou em que essa participação ocorre de maneira muito restrita. Na ditadura, o poder está em apenas uma instância, ao contrário do que acontece na democracia, onde o poder está em várias instâncias, como o legislativo, o executivo e o judiciário.
Diz-se que um governo é democrático quando é exercido com o consentimento dos governados, e ditatorial, caso contrário. Diz-se que um governo é totalitário quando exerce influência sobre amplos aspectos da vida dos governados, e liberal caso contrário.
Ocorre, porém, que, frequentemente, regimes totalitários exibem características ditatoriais, e regimes ditatoriais, características totalitárias.
O estabelecimento de uma ditadura moderna normalmente se dá via um golpe de estado.
Nesse sentido pode-se também entender ditadura como um regime onde o governante aglutina os poderes executivo, legislativo e judiciário. Assim sendo o ditador busca controlar os setores mais importantes de seu país, para legitimar sua posição. Importante lembrar que ao longo da História o termo ditadura foi utilizado para caracterizar diferentes formas de organização política (Roma Antiga, França Revolucionária). Segundo Karina Vanderlei Silva e Maciel Henrique Silva, podem-se apontar como elementos comuns nas ditaduras contemporâneas: o cerceamento de direitos políticos individuais, ampla utilização da força pelo Estado e o fortalecimento do poder executivo em detrimento dos outros poderes.
Nos casos de perigo interno ou externo, proclamado o estado de tumultus (equivalente ao "estado de sítio" dos tempos modernos), ficavam suspensas todas as garantias públicas, colocando-se todas as classes à disposição do Estado. Em tal emergência, cabia a qualquer dos cônsules nomear um ditador, pelo prazo máximo de seis meses; nomeação esta que, normalmente, recaía no outro cônsul.
O ditador ficava investido do poder de imperium, com autoridade ilimitada, inteiramente irresponsável, sobrepondo-se de maneira absoluta a todas as magistraturas, respeitadas apenas as prerrogativas sagradas dos tribunos da plebe. A instituição da ditadura, como magistratura excepcional, justificava-se em nome da salvação pública: salus publica suprema lex est. Conforme doutrina de Sahid Maluf, Teoria Geral do Estado.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

PROVA BIMESTRAL DE HISTORIA - 3ºBIMESTRE 9ºANO


  • SEGREGAÇÃO RACIAL: é a separação de raças imposta normalmente por um regime politico.
  • DISCRIMINAÇÃO RACIAL: existe quando há um tratamento diferenciado, para pior, dado a uma pessoa de outra raça.
  • O mercantismo ocasionou uma intensa perseguição a pessoas que fossem ligadas ou simpatizadas ao socialismo/comunismo.
  • O populismo pode ser caracterizado como lideres que conquistam e mantêm seu poder, manipulando o eleitorado e as massas populares.
  • A lei dos Direitos Civis (1964) assegurou dos negros dos EUA os mesmos direitos dos brancos.
  • O preconceito racial é a ideia pré-concebida sobre uma determinada raça.
  • Martin Luther King foi o grande líder do movimento dos negros pelo direito a igualdade.
  • O populismo de Getúlio Vargas se assemelhava na questão de buscar agradar o povo ou manipulando-os.
  • Vargas com suas leis trabalhistas era conhecido como protetor dos descamisados.
  • A Emenda Platt criada pelo governo dos EUA dava direito aos Norte-americanos de intervir em cuba sempre que o interesse americano estivesse em jogo.
  • O governo de Fulgêncio Batista em cuba, permitia a influência dos EUA em território cubano. Os norte-americanos dominavam as principais propriedade, turismo, casas noturnas, produção de açúcar, etc. Enquanto a maioria da população cubana vivia em extrema miséria.
  • O governo de vargas (1951-1954) fundamentava-se no nacionalismo populista e a criação da Petrobrás, BNDE, e Eletrobrás; utilizava o lema: "O petróleo é nosso!".
  • O governo JK teve como principais características: Criação do plano de metas (energia, transporte, alimento, indústria de base, educação), implantação de indústria automobilísticas e a construção de Brasilia.
  • Os candangos eram o nome recebido às pessoas que vinham de vária regiões do Brasil, para trabalharem na construção de Brasilia. 

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A INDUSTRIA CULTURAL - HISTORIA

A INDUSTRIA CULTURAL

O termo indústria cultural foi criado pelos filósofos e sociólogos alemães Theodor Adorno Max Horkheimer, a fim de designar a situação da arte na sociedade capitalista industrial.
Membros da Escola de Frankfurt, os dois filósofos alemães empregaram o termo pela primeira vez no capítulo O iluminismo como mistificação das massas no ensaio Dialética do Esclarecimento, escrita em 1942, mas publicada somente em 1947.
Para os dois pensadores, a autonomia e poder crítico das obras artísticas derivariam de sua oposição à sociedade. No entanto, o valor contestatório dessas obras poderiam não mais ser possível, já que provou ser facilmente assimilável pelo mundo comercial . Adorno e Horkheimer afirmavam que a máquina capitalista de reprodução e distribuição da cultura estaria apagando aos poucos tanto a arte erudita quanto a arte popular. Isso estaria acontecendo porque o valor crítico dessas duas formas artísticas é neutralizado por não permitir a participação intelectual dos seus espectadores .
A arte seria tratada simplesmente como objeto de mercadoria, estando sujeita as leis de oferta e procura do mercado . Ela encorajaria uma visão passiva e acrítica do mundo ao dar ao público apenas o que ele quer, desencorajando o esforço pessoal pela posse de uma nova experiência estética. As pessoas procurariam apenas o conhecido, o já experimentado. Por outro lado, essa indústria prejudicaria também a arte séria, neutralizando sua crítica a sociedade.

Em todos os ramos da indústria cultural existem produtos adaptados ao consumo das massas, sendo por elas que as indústrias se orientam, tendo o consumidor não como um sujeito, mas sim como um objeto. Este termo define as produções artísticas e culturais organizadas no contexto das relações capitalistas de produção, uma vez lançadas no mercado, é por estes consumidas.
A indústria cultural idealiza produtos adaptados ao consumo das massas, assim como também pode determinar esse consumo trabalhando sobre o estado de consciência e inconsciência das pessoas. Ela pode ainda ter função no processo de acumulação de capital, reprodução ideológica de um sistema, reorientação de massas e imposição de comportamento.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O GOVERNO DE GETÚLIO VARGAS

Getúlio Dornelles Vargas GCTE  foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente Washington Luís e impedindo a posse do presidente eleito em 1 de março de 1930, Júlio Prestes.
Foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e que dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como presidente da república do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e de 1937 a 1945, como presidente-ditador, enquanto durou o Estado Novo implantado após um golpe de estado.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando suicidou.
Getúlio era chamado pelos seus simpatizantes de "o pai dos pobres", frase bíblica  e um dos títulos de São Vicente de Paula, e, título criado pelo seu Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, enfatizando o fato de Getúlio ter criado muitas das leis sociais e trabalhistas brasileiras.
A sua doutrina e seu estilo político foram denominados de "getulismo" ou "varguismo". Os seus seguidores, até hoje existentes, são denominados "getulistas". As pessoas próximas o tratavam por "Doutor Getúlio", e as pessoas do povo o chamavam de "O Getúlio", e não de "Vargas".
Cometeu suicídio no ano de 1954, com um tiro no coração, em seu quarto, no Palácio do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Getúlio Vargas foi considerado o mais importante presidente da história do Brasil. Sua influência se estende até hoje. A sua herança política é invocada por pelo menos dois partidos políticos atuais: o Partido Democrático Trabalhista (PDT) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

domingo, 31 de agosto de 2014

PROVA MENSAL DE HISTORIA - 3ºBIMESTRE

A GUERRA DA COREIA

características:
-Dividida por áreas de influências: EUA(capitalismo) e URSS(socialismo).
-A coreia do norte, invadiu a do sul, desrespeitando o acordo.
-Ambos receberam apoio das potências(EUA e URSS).
-A coreia do sul, venceu, tornando-se capitalista e rica, enquanto a do norte, socialista e pobre.

GUERRA DO VIETNÃ

características
-Dividida em áreas de influência (EUA e URSS).
-Grupos vietcongues do sul não aceitavam a influência norte americana, havendo conflitos.
-Os EUA perdem, e o Vietnã foi unificado no sistema comunista.

A REVOLUÇÃO CHINESA

A revolução chinesa ocorreu, quando formou-se o partido Kuomitang (nacionalistas), acabaram com a ultima dinastia Manchu e unificaram o território chinês. Posteriormente, houve conflitos entre nacionalistas e comunistas pelo poder.

A longa marcha da china ocorreu, maotse tung percorreu 9000 km, formando um exército para lutar contra os nacionalistas.

A revolução cultural chinesa ocorreu quando mao tse tung estimulou a participação de jovens ao processo revolucionário. Criticavam a cultura oriental e com a guarda vermelha, punindo seus opositores.

Na conferência de Bandung reuniu 29 países afro-asiáticos, buscavam a independência e descolonização e distanciamento entre EUA e URSS, tiveram apoio da ONU.

O principio de "desobediência civil" proposto por Gandhi, era para os indianos boicotar tudo que fosse da Inglaterra. ex: compra de produtos, idioma, religião.

Os principais fatores que contribuíram para a descolonização da Africa e Ásia foram: As metrópoles prometeram a liberdade aos países caso ajudassem nas guerras; O enfraquecimento econômico dos países europeus; a carta da ONU condenando o colonialismo; A guerra fria que buscava áreas de influência; solidariedade entre os povos.

A Índia teve seu território dividido mesmo apos a sua independência, pois havia grupos de religião divergentes. Assim formou-se a Índia(hindus) e Paquistão(muçulmanos).  


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A GUERRA DO VIETNÃ - HISTORIA 3ºBIMESTRE

A Guerra Do Vietnã foi um conflito armado ocorrido no Sudeste Asiático entre 1955 e 30 de abril de 1975. A guerra colocou em confronto, de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul) e os Estados Unidos, com participação efetiva, porém secundária, da Coreia do Sul, da Austrália e da Nova Zelândia; e, de outro, a República Democrática do Vietnã (Vietnã do Norte) e a Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). A China, a Coreia do Norte e, principalmente, a União Soviética prestaram apoio logístico ao Vietnã do Norte, mas não se envolveram efetivamente no conflito.
Em 1965, os Estados Unidos enviaram tropas para sustentar o governo do Vietnã do Sul, que se mostrava incapaz de debelar o movimento insurgente de nacionalistas e comunistas, que se haviam juntado na Frente Nacional para a Libertação do Vietname (FNL). Entretanto, apesar de seu imenso poder militar e econômico, os norte-americanos falharam em seus objetivos, sendo obrigados a se retirarem do país em 1973 e dois anos depois o Vietnã foi reunificado sob governo socialista, tornando-se oficialmente, em 1976, a República Socialista do Vietnã.
Na guerra, aproximadamente três a quatro milhões de vietnamitas dos dois lados morreram, além de outros dois milhões decambojanos e laocianos, arrastados para a guerra com a propagação do conflito, e de cerca de 58 mil soldados dos Estados Unidos.
Durante o conflito, as tropas do exército da Vietnã do Norte travaram uma guerra convencional contra as tropas norte-americanas e sul-vietnamitas, e as milícias da FNL menos equipadas e treinados, lutaram uma guerra de guerrilha na região, usando as selvas do Vietnã, espalhando armadilhas mortais aos soldados inimigos, enquanto os Estados Unidos se armaram de grande poder de fogo, em artilharia e aviação de combate, para destruir as bases inimigas e impedir suas ofensivas.
À exceção das linhas de combate ao redor dos perímetros fortificados de bases e campos militares, não houve nesta guerra a formação clássica de linhas de frente e as operações aconteceram em zonas delimitadas; missões de busca e destruição por parte das forças norte-americanas, com o uso de bombardeios maciços com armas químicas desfolhantes e sabotagens da guerrilha na retaguarda das zonas urbanas.
Travada com uma grande cobertura diária dos meios de comunicação, a guerra levou a uma forte oposição e divisão da sociedade norte-americana, que gerou os Acordos de Paz de Paris em 1973, causando a retirada das tropas do país do conflito. Ela prosseguiu com a luta entre o norte e o sul do Vietnã dividido, terminando em abril de 1975, com a invasão e ocupação comunista de Saigon, então a capital do Vietnã do Sul e a rendição total do exército sul-vietnamita.
Para os Estados Unidos, a Guerra do Vietnã resultou na maior confrontação armada em que o país já se viu envolvido, e a derrota provocou a 'Síndrome do Vietnã' em seus cidadãos e sua sociedade, causando profundos reflexos na sua cultura, na indústria cinematográfica e grande mudança na sua política exterior, até a eleição de Ronald Reagan, em 1980.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

MATÉRIA DA PROVA BIMESTRAL DE HISTÓRIA

A chamada solução final, criada em 1941, tinha como principal aspecto o extermínio em massa de judeus, encaminhados para campos de concentração.

Após a primeira e a segunda guerra mundial, a Inglaterra, EUA e França deixaram de decisão politico-econômica. O mundo tornou-se bipolar, ou seja, um bloco capitalista(EUA) e outro socialista(URSS).

A conferência de Potsdam 1945 impôs a Alemanha: extinção de partido nazista; domínio do território alemão entre Inglaterra, EUA, URSS e França; criação do tribunal de Nuremberg.

A expressão "cortina de ferro" utilizada em 1946, referia-se a separação ideológica entre os países dos blocos: capitalista e socialista.

O plano Marchall, foi um plano econômico criado pelo governo norte americano para recuperar (reconstruir) os países europeus capitalistas.

A construção do muro de Berlim, ocorreu após a divisão da Alemanha em dois blocos, capitalistas e socialistas. O muro foi criado para impedir a fuga dos Alemães da Berlim oriental para ocidental. (mais desenvolvida)

A revolução de 1930 foi um movimento militar que levou ao poder Getúlio Vargas, colocando fim no sistema oligárquico da primeira república.

A Era Vargas pode ser dividida em três momentos:
-Governo Provisório(1930-1934)
-Governo constitucional(1934-1937)
-Governo Ditatorial ao estado novo(1937-1945)

O movimento ou revolução constitucional de 1932 representou a oposição dos paulistas ao governo de Vargas. Eles reivindicavam o fim dos interventores; nova constituição para o Brasil; eleições presidenciais.

O plano Cohen, foi uma força onde Getúlio Vargas, alegou que o Brasil estava sob ameaça do comunismo.
Dessa forma, ele suspendeu as eleições e com apoio das forças armadas continuou em seu governo, mas agora, de forma ditatorial.  

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A IDEOLOGIA NAZISTA - HISTORIA 2ºPROVA BIMESTRAL

Nazismo, conhecido oficialmente na Alemanha como Nacional-Socialismo (em alemãoNational sozialismus), é a ideologia praticada pelo Partido Nazista da Alemanha, formulada por Adolf Hitler e adotada pelo governo da Alemanha de 1933 a 1945. Esse período ficou conhecido como Alemanha Nazista ou Terceiro Reich.
O nazismo é frequentemente considerado por estudiosos como uma derivação do fascismo. Mesmo incorporando elementos comuns tanto da direita política quanto da esquerda política, o nazismo é considerado de extrema direita. Os nazistas foram um dos vários grupos históricos que utilizaram o termo nacional-socialismo para descrever a si mesmos e, na década de 1920, tornaram-se o maior grupo da Alemanha. Os ideais do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) são expressos no seu "Programa de 25 Pontos", proclamado em 1920. Entre os elementos-chave do nazismo, há o antiparlamentarismo, o pangermanismo, o racismo, o coletivismo , a eugenia, o antissemitismo, o anticomunismo, o totalitarismo e a oposição ao liberalismo econômico e político.
Na década de 1930, o nazismo não era um movimento monolítico, mas sim uma combinação de várias ideologias e filosofias centradas principalmente no nacionalismo, no anticomunismo e no tradicionalismo. Alguns grupos, como o strasserismo, faziam inicialmente parte do movimento nazista. Uma de suas motivações foi a insatisfação com o Tratado de Versalhes, que era entendido como uma conspiração judaica-comunista para humilhar a Alemanha no final da Primeira Guerra Mundial. Os males da Alemanha pós-guerra foram críticos para a formação da ideologia e suas críticas à República de Weimar pós-guerra. O Partido Nazista chegou ao poder na Alemanha em 1933.
Em resposta à instabilidade criada pela Grande Depressão, os nazistas procuraram um terceiro modo de gerenciar a economia do seu país, sem que este tivesse ideais comunistas ou capitalistas.O governo nazista efetivamente acabou em 7 de maio de 1945, no Dia V-E, quando os nazistas incondicionalmente renderam-se às potências aliadas, que tomaram a administração da Alemanha até que o país formasse o seu próprio governo democrático.

terça-feira, 6 de maio de 2014

A REVOLTA DOS TENENTES

Tenentismo foi o nome dado ao movimento político-militar, e à série de rebeliões de jovens oficiais de baixa e média patente do Exército Brasileiro no início da década de 1920, descontentes com a situação política do Brasil.
Propunham reformas na estrutura de poder do país, entre as quais se destacam o fim do voto de cabresto, instituição do voto secreto e a reforma na educação pública.
Os movimentos tenentistas foram: a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana em 1922, a Revolução de 1924 a Comuna de Manausde 1924 e a Coluna Prestes.
O movimento tenentista não conseguiu produzir resultados imediatos na estrutura política do país, já que nenhuma de suas tentativas teve sucesso, mas conseguiu manter viva a revolta contra o poder das oligarquias, representada na Política do café com leite. No entanto, o tenentismo preparou o caminho para a Revolução de 1930, que alterou definitivamente as estruturas de poder no país.
O Movimento Tenentista surgiu nos quartéis espalhados em todo território nacional a partir da década de 1920. Segundo Paulo Assiz Pinheiro em "Estratégias da Ilusão" em 5 de julho de 1922 ocorre a primeira revolta que tem uma forte influência dos tenentes, conhecida como os 18 do Forte, que se opunha à posse do presidente eleito Arthur Bernardes. Os revoltosos, além de contestarem as bases da República Velha também estavam inconformados com a demissão do Marechal Hermes da Fonseca da presidência do clube militar. Deste movimento participaram o Capitão Hermes da Fonseca Filho, o Tenente Eduardo Gomes, o Tenente Siqueira Campos entre outros. Na Marinha do Brasil se destacaram os tenentes Protógenes Pereira Guimarães, Ernani do Amaral Peixoto eAugusto do Amaral Peixoto.
Debelada a revolta ressurge o movimento armado em 5 de julho de 1924 em São Paulo. O qual consegue dominar a capital do estado e é dirigido pelo General Isidoro Dias Lopes. Essas tropas tenentistas retiram-se da capital de São Paulo, mas de armas na mão. Percorrem todo o interior do Brasil, no Rio Grande do Sul receberam a adesão de novos sublevados, como a do Capitão Luís Carlos Prestes. Quando passaram pela Paraíba enfrentaram as tropas do Padre Aristides Ferreira da Cruz, chefe político de Piancó, o qual é derrotado e assassinado. A esta altura participam entre outros, Djalma Soares Dutra, Juarez Távora, Cordeiro de Farias,João Alberto e Miguel Costa. Na sua maioria eram tenentes ou patentes mais graduadas.
A Coluna Prestes, como passou a ser chamada, após dois anos de luta enfrentando tropas governistas e tropas de Polícias Estaduais, além de “Provisórios” armados às pressas no sertão do nordeste. Passaram dois anos, sempre se deslocando de um lugar para outro e terminaram se internando na Bolívia.
O Tenentismo passa a participar da Aliança Liberal em 1929 com exceção de Luís Carlos Prestes. A Aliança Liberal era formada pelos presidentes de Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraíba. A Aliança pregava a justiça trabalhista, o voto secreto e o voto feminino.
O Tenentismo em sua grande maioria apoiou este movimento e, depois da vitória e posse de Getúlio Vargas, vários tenentes se tornaram interventores. Lúis Carlos Prestes não apoiou o movimento de 1930 pois aderira ao comunismo em maio daquele ano. Siqueira Campos que seria um dos líderes falecera em acidente aéreo também em 1930. Este foi o caso de Juracy Magalhães na Bahia, Landri Sales no Piauí, Magalhães Almeida no Maranhão e Magalhães Barata no Pará, entre outros. O Tenentismo continua presente na vida pública nacional, mas tem uma divisão nessa época, uma minoria acompanha Luís Carlos Prestes e em 1937 a outra divisão no tenentismo, uma parte rompe com o Presidente Getúlio Vargas e passa para a oposição, é o caso de Juracy Magalhães, Juarez Távora, Eduardo Gomes, que se distanciam do poder. Alguns deles como Newton de Andrade Cavalcanti e Ernesto Geisel participaram da deposição de Getúlio Vargas em 1945.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

HISTORIA - A REVOLUÇÃO RUSSA

Revolução Russa de 1917 foi um período de conflitos, iniciados em 1917, que derrubou a autocracia russa e levou ao poder o Partido Bolchevique, de Vladimir Lênin. Recém-industrializada e sofrendo com a Primeira Guerra Mundial, a Rússia tinha uma grande massa de operários e camponeses trabalhando muito e ganhando pouco. Além disso, o governo absolutista do czar Nicolau II desagradava o povo, que queria uma liderança menos opressiva e mais democrática. A soma dos fatores levou a manifestações populares que fizeram o monarca renunciar e, no fim do processo, deram origem à União Soviética, o primeiro país socialista do mundo, que durou até 1991.
A Revolução compreendeu duas fases distintas:
  • A Revolução de Fevereiro (março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II , o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.
  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, derrubou o governo provisório apoiado pelos partidos socialistas moderados e impôs o governo socialista soviético.

O EXÉRCITO VERMELHO

Exército Vermelho, na sua forma curta, ou Exército Vermelho dos Operários e dos Camponeses (em russo: Рабоче-Крестьянская Красная Армия - Rabotche-Krest'yánskaya Krásnaya Ármiya) foi o exército da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, criado por Leon Trotsky dos Bolcheviques em 1918 para defender o país durante a guerra civil russa, sendo desmantelado em 1991.
O nome, abreviado geralmente para Exército Vermelho, faz referência à cor vermelha, símbolo do socialismo, e ao sangue derramado pelaclasse operária em sua luta contra o capitalismo. Apesar de o Exército Vermelho ter sido transformado oficialmente no Exército Soviéticoem 1946, o termo Exército Vermelho é de uso comum no Ocidente para se referir a todas as Forças Armadas soviéticas ao longo de sua história. Cresceu muito na década de 1940, tornando-se um dos maiores e mais poderosos exércitos da história militar.
Exército Vermelho é amplamente creditado como sendo a força decisiva na vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial, que derrotou cerca de 80% das forças armadas alemãs, a Wehrmacht e grande parte da Waffen-SS na Frente Oriental.

segunda-feira, 24 de março de 2014

HISTORIA - A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

A GRANDE GUERRA

A primeira guerra mundial que também é conhecida como o grande guerra teve o seu estopim após um estudante da bósnia Gabriel Princip, matar a tiros o herdeiro do trono do Império Austro-Húngano. O príncipe Francisco e sua esposa Sofia morreram no atentado.

como já sabemos, antes desta guerra já ha vera centenas de outros conflitos internos, porem este envolverá países de diversos continentes, tais quais: Alemanha, EUA, Itália, França, Rússia, Brasil e a Áustria-Hungria.

A Rússia saiu da guerra por causa de conflitos internos no pais, o Brasil e os EUA entraram nos últimos anos do combate, o motivo para que os EUA entra-se na guerra foi o naufrágio de um navio americano abarrotado de alimentos, os EUA estava levando alimentos para a Europa, não somente para um pais em especifico, isso fez com que o os EUA entra-se do lado Inglês na guerra.

Durante os combates 2 alianças foram criadas a Tríplice Entende e a Tríplice aliança:

Tríplice Entende: Rússia, Grã-Bretanha e França.
Tríplice Aliança: Alemanha, Áustria-Hungria e Itália.

A primeira guerra mundial foi dividido em 3 períodos durante sua duração(1914-1918), tais quais:

1914 - GUERRA DE MOVIMENTO

  • Superioridade militar alemã;
  • Alemanha invade a bélgica;
  • Alemanha movimenta-se em território francês;
  • Batalha do Marne - franceses expulsam o exército alemão de seu território;
1915-1918 - GUERRA DE TRINCHEIRAS

  • Exércitos de ambos os lados constroem trincheiras protegidas por arames farpados e metralhadoras.
  • Uso de novos equipamentos e armas: gases tóxicos, tanques de guerra e aviões.
  • Início da guerra naval - submarinos alemães atacam navios de suprimentos, vindos da América para seus opositores.
1917 - ANO DE MUDANÇAS

  • Estados Unidos, grande fornecedor de armas e suprimentos, une-se à Tríplice Entende e declara guerra a Alemanha.
  • O exército norte-americano trouxe armas poderosas e soldados equipados.
  • A Rússia sai do conflito em função de problemas internos, a Revolução Socialista.

SALDO DA GUERRA

Mobilizados: 65 milhões de homens
Mortos: 9 Milhões (1 a cada 7 homens)
Feridos: 22 Milhões
Inválidos: 7 milhões
Desaparecidos: 5 milhões

A segunda guerra mundial foi literalmente a continuação da primeira, com os alemães voltando a produzir armas mesmo com a proibição dos americanos.

     

terça-feira, 18 de março de 2014

MATÉRIA DA PROVA MENSAL DE HISTORIA - 1ªBIMESTRE

PROVA DE HISTORIA 
  • O café e a industrialização se desenvolveram principalmente na região sudeste do Brasil, mas as outras regiões do pais não acompanharam esse crescimento.
  • A constituição republicana de 1891 teve como principais medidas: voto aberto e universal masculino(somente homens podiam, sem a necessidade de ser rico ou branco), governo republicano presidencialista federativo, separação dos poderes em: executivo, legislativo e judicial.
  • Durante o governo republicano, a economia brasileira passou por um plano conhecido por encilhamento, mas esse plano não deu certo, pois houve um aumento na inflação, desemprego e surgiram empresas fantasmas.
  • A revolta da chibatada teve como motivos o fato dos marinheiros receberem baixos salários e sofrerem castigos físicos. Dessa forma, os vários navios, ameaçando bombardear o Rio de Janeiro se não tivessem atendidos suas exigências. no final os lideres foram punidos e gradativamente tiveram suas exigências atendidas.
  • A revolta da vacina ocorreu no Rio de Janeiro em 1904, onde o moradores não aceitavam a forma como eles deveriam ser vacinados. Eles não receberam nenhum tipo de aviso.
  • A reurbanização do Rio de janeiro, ocorreu durante o governo do prefeito Passos. Ele acabou com os cortiços, alargou as avenidas, construiu praças e viadutos. As pessoas (pobres) passaram a morar no morros dando origem as favelas.
  • Sobre a guerra de Canudos, foi um conflito armado entre o exército e grupos de sertanejos que queriam terras, melhores condições de vida e não aceitavam a republica . Eram liderados por antônio conselheiro, houve 4 batalhas, mas foi só na quarta tentativa que canudos foi totalmente destruída.
  • O sistema coronelista funcionava quando os coronéis (grandes fazendeiros) manipulavam mandatários e usavam sua influência para indicar seus candidatos.
  •  O voto de cablesco ocorria quando as pessoas eram conduzidas pelos jagunços (capangas do coronel), para votar no candidato que o coronel queria, o voto era aberto e todos ficavam sabendo em quem você votou.
  • A politica de café com leite ocorria quando os políticos de São paulo(representa o café) e Mina gerais(representa o leite) se alternavam no poder.  

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

HISTORIA - A REVOLTA DO CANGAÇO

Cangaço é a denominação dada ao tipo de luta armada ocorrida principalmente no Sertão nordestino, do fim do século XVIII à primeira metade do século XX. As violentas disputas entre famílias poderosas e a falta de perspectivas de ascensão social numa região de grande miséria levaram ao surgimento de bandos armados, gerando esse fenômeno. Cangaceiro era o homem que se dedicava a essa atividade, trazendo sempre atravessada nos ombros uma espingarda, como um boi debaixo da canga. Já no começo do século XIX, o cangaceiro trazia a tiracolo ou dependurada no cinturão toda sorte de armas suplementares, como longos punhais que batiam na coxa e cartucheiras de pele ou de couro, praticamente a mesma indumentária de Lampião, cem anos mais tarde.

Consta que o primeiro homem a agir como cangaceiro teria sido o Cabeleira, como era chamado José Gomes. Nascido em 1751, em Glória do Goitá, cidade da zona da mata pernambucana, ele aterrorizou sua região. Mas foi somente no final do século XIX que o cangaço ganhou força e prestígio, principalmente com Antônio Silvino, Lampião e Corisco.
Entre meados do século XIX e início do século XX, o Nordeste do Brasil viveu momentos difíceis, aterrorizado por grupos de homens que espalhavam o terror por onde andavam. Eles eram os cangaceiros, bandidos que abraçaram a vida nômade e irregular de malfeitores por motivos diversos.
Lucas da Feira, ou Lucas Evangelista, agiu na região da cidade baiana de Feira de Santana entre 1828 e 1848. Ele e seu bando de mais de 30 homens roubavam viajantes e estupravam mulheres. Foi enforcado em 1849.
Os cangaceiros conseguiram dominar o sertão durante muito tempo, pois eram protegidos de coronéis, que se utilizavam dos cangaceiros para cobrança de dívidas, entre outros serviços "sujos".

O cangaço, em sua época, foi quase que um Robin Wood brasileiro, onde cangaceiros roubavam dos ricos para dar aos pobres, até que eles começaram a roubar de todos e sem compartilhamento, e quem se recusasse e entregar o pedido seria fuzilado em praça publica como forma de exemplo, até que anos depois já no governo de getulio vargas os militares lhe fizeram uma emboscada onde mataram e botaram sua cabeça no alto de um poste em praça publica. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

REVOLTA DOS CANUDOS - HISTORIA

GUERRA DE CANUDOS 

Guerra de Canudos ou Campanha de Canudos foi o confronto entre o Exército Brasileiro e os integrantes de um movimento popular de fundo sócio-religioso liderado por Antônio Conselheiro, que durou de 1896 a 1897, na então comunidade de Canudos, no interior do estado da Bahia, no nordeste do Brasil.
A região, historicamente caracterizada por latifúndios improdutivos, secas cíclicas e desemprego crônico, passava por uma grave crise econômica e social. Milhares de sertanejos e ex-escravos partiram para Canudos, cidadela liderada pelo peregrino Antônio Conselheiro, unidos na crença numa salvação milagrosa que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.
Os grandes fazendeiros da região, unindo-se à Igreja, iniciaram um forte grupo de pressão junto à República recém-instaurada, pedindo que fossem tomadas providências contra Antônio Conselheiro e seus seguidores. Criaram-se rumores de que Canudos se armava para atacar cidades vizinhas e partir em direção à capital para depor o governo republicano e reinstalar a Monarquia.
Apesar de não haver nenhuma prova para estes rumores, o Exército foi mandado para Canudos. Três expedições militares contra Canudos saíram derrotadas, o que apavorou a opinião pública, que acabou exigindo a destruição do arraial, dando legitimidade ao massacre de até vinte mil sertanejos. Além disso, estima-se que cinco mil militares tenham morrido. A guerra terminou com a destruição total de Canudos, a degola de muitos prisioneiros de guerra, e o incêndio de todas as casas do arraial.

A guerra de canudos teve basicamente 4 combates, onde os militares brasileiros eram mutilados nos 3 primeiros ataques, no primeiro ataque enviaram 2 mil soldados, e foram derrotados, no segundo ataque enviaram 3 mil que também foram derrotados, no terceiro ataque não foi diferente, o exercito brasileiro enviou 4 mil soldados que também foram derrotados, porem, no quarto ataque os militares atacaram com mais de 6 mil soldados, o governo os alertas-te para que não ouves-te testemunhas, e foi oque aconteceu, mulheres, idosos e crianças fora eliminados.  

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A REVOLTA DAS CHIBATADAS

A REVOLTA DAS CHIBATADAS                                   

Revolta dos Marinheiros, ainda conhecida como "Revolta da Chibata", foi um movimento de marinheiros da Marinha do Brasil, planejado por cerca de dois anos e que culminou com um motim que se estendeu de 22 até 27 de novembro de 1910 na baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, à época a capital do país, sob a liderança do marinheiro João Cândido Felisberto.
Na ocasião rebelaram-se cerca de 2400 marinheiros contra a aplicação de castigos físicos a eles impostos (as faltas graves eram punidas com 25 chibatadas), ameaçando bombardear a cidade. Durante o primeiro dia do motim foram mortos marinheiros infiéis ao movimento e cinco oficiais que se recusaram a sair de bordo, entre eles o comandante do Encouraçado Minas GeraesJoão Batista das Neves. Duas semanas depois de os rebeldes terem se rendido e terem desarmado os navios, obtendo do governo um decreto de Anistia, eclodiu o que a Marinha denomina de "segunda revolta". Em combate, num arremedo de motim num dos navios que não aderiram à Revolta pelo fim da Chibata, morreram mais um oficial e um marinheiro. Esta "segunda revolta" desencadeou uma série de mortes de marinheiros indefesos, ilhados, detidos em navios e em masmorras, além da expulsão de dois mil marinheiros, atos amparados pelo estado de sítio que a "segunda revolta" fez o Congresso Brasileiro aprovar.

ANTES DA REVOLTA 

Os castigos físicos, abolidos na Marinha do Brasil um dia após a Proclamação da República (1889) , foram restabelecidos no ano seguinte (1890) por um decreto nunca publicado no Diário Oficial, o qual, mesmo assim, foi tomado por base pela Marinha de Guerra, estando nele previstas:
"Para as faltas leves, prisão a ferro na solitária, por um a cinco dias, a pão e água; faltas leves repetidas, idem, por seis dias, no mínimo; faltas graves, vinte e cinco chibatadas, no mínimo."
Os marinheiros nacionais, quase todos negros ou mulatos comandados por um oficial branco, em contato cotidiano com as marinhas de países mais desenvolvidos à época, não podiam deixar de notar que as mesmas não mais adotavam esse tipo de punição em suas belonaves, considerada como degradante. O uso de castigos físicos era semelhante aos maus-tratos da escravidão, abolida no país desde 1888.

REVOLTA PELO FIM DA CHIBATADA 

Foi originalmente marcada para dez dias depois da posse do Presidente eleito da República, Hermes da Fonseca, a ocorrer no dia 15 de Novembro de 1910. Entretanto, a punição aplicada ao marinheiro Marcelino Rodrigues Menezes do Encouraçado Minas Geraes, precipitou o início da revolta. Por ter trazido cachaça para bordo e, em seguida, ter ferido com uma navalha o cabo que o delatou, o marinheiro Menezes foi punido, não com as vinte e cinco chibatadas regulamentares, mas sim com duzentos e cinquenta, na presença da tropa formada, ao som de tambores, no dia 21 de Novembro. O exagero dessa punição, considerada desumana, provocou uma indignação da tripulação muito superior à que já vinha sentindo durante a conspiração da revolta. Os comitês revolucionários decidiram que a tomada dos navios se daria na noite do dia 22. A ideia não era matar oficiais, mas rendê-los enquanto estivessem dormindo.
Na baía de Guanabara, na noite de 22 de novembro de 1910, os marinheiros do Minas Gerais amotinaram-se ao constatarem que o comandante Batista das Neves havia retornado mais cedo do jantar oferecido a bordo do navio francês Duguay-Trouin, onde tinha combinado de passar toda a noite. Não queriam mais adiamentos. Quando ele foi para sua câmara dormir, um marinheiro mais afoito atacou o oficial de plantão, Álvaro Alberto, o que fez com que o comandante voltasse de sua câmara para o convés. Batista das Neves foi cercado pelos amotinados e intimado a deixar o navio. O marinheiro Bulhões aconselhou-o a abrigar-se, mas ele terá respondido: "Eu não saio de bordo". Ao ferir um dos marinheiros, Batista das Neves foi atacado pelo restante do grupo, e outro marinheiro, João José do Nascimento, disparou contra ele, atingindo-o fatalmente na cabeça. Na sequência, outros dois oficiais que acordaram e também foram para o convés, e por não quererem se retirar do navio, foram assassinados. Enquanto isso, o 2º tenente Álvaro Alberto da Mota e Silva o primeiro oficial gravemente ferido, com golpe de baioneta, conseguiu alcançar o Encouraçado São Paulo num escaler e notificou os demais oficiais. Mas este navio não estava ainda revoltado. Não havia sido dado o sinal combinado.
Ao final do descontrole dos marinheiros, do motim no encouraçado Minas Geraes que atropelou os passos planejados da tomada pacífica dos navios, com as mortes de 3 oficiais e 4 marinheiros, foi feita uma assembleia no próprio navio para entregar a João Cândido Felisberto o comando geral da esquadra rebelde. Até então, o chefe das reuniões era Vitalino José Ferreira. João Cândido seria somente o comandante do Minas Geraes. Mas os marujos precisavam de um comandante-em-chefe, com bom trânsito entre os marinheiros e os oficiais, que tinha disciplina e poderia encaminhar os passos seguintes da revolta, como planejado.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO BRASIL

A SEGUNDA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL NO BRASIL                                                                                                                                         
 A Segunda Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XIX (c. 1850 - 1870), envolveu uma série de desenvolvimentos dentro da indústria química, elétrica, de petróleo e de aço. Outros progressos essenciais nesse período incluem a introdução de navios de aço movidos a vapor, o desenvolvimento do avião, a produção em massa de bens de consumo, o enlatamento de comidas, refrigeração mecânica e outras técnicas de preservação e a invenção do telefone eletromagnético.
Esse período marca também o advento da Alemanha e dos Estados Unidos como potências industriais, juntando-se à França e do Reino Unido.
A Segunda Revolução Industrial é vista como apenas uma fase da Revolução Industrial já que, de um ponto de vista sócio-tecnológico, não houve uma clara ruptura entre as duas,na verdade , a 2ª revolução industrial foi um aprimoramento e aperfeiçoamento das tecnologias da Primeira Revolução. Ainda, é argumentável que ela se divide no meio no século XIX, com o crescimento de estradas de ferro, os navios a vapor e invenções cruciais como o processo de Bessemer e o processo de produção de aço de Siemens, com o forno Siemens-Martin, que resultaram no barateamento do aço, transporte rápido e menores custos de produção.

Edison em 1878
Nos Estados Unidos a Segunda Revolução Industrial é comumente associada com a eletrificação de Nikola TeslaThomas Alva Edison e George Westinghouse e com o gerenciamento científico aplicado por Frederick Winslow Taylor.

George Westinghouse
No passado, o termo "Segunda Revolução Industrial" também era usado na imprensa e pelos industrialistas para se referir às mudanças consequentes da dispersão da nova tecnologia após a Segunda Guerra Mundial. O entusiasmo e os debates sobre os perigos e os benefícios da Era Atômica foram mais intensos e duradouros que os sobre a Era Espacial, mas ambos eram compreendidos como propulsores de uma nova Revolução Industrial.
No início do século 5, o termo "Segunda Revolução do Trabalho" também tem sido usado para se referir aos efeitos antecipados de um hipotético sistema de nanotecnologia molecular sobre a sociedade. Nesse cenário mais recente, amanufatura deixaria a maioria dos processos manufatureiros de hoje obsoletos, impactando todas as facetas da economia moderna. Esse artigo se refere exclusivamente a primeira definição.

Invenções

Uma das invenções mais importantes para a comunicação de ideias técnicas foi a prensa móvel movida a vapor, inventada nas décadas anteriores à Revolução. Isso permitiu a invenção da máquina de fazer papel no começo do século XIX. A segunda revolução industrial também viu a introdução da composição tipográfica com a Linotype e a Monotype e o processo de produção através da madeira que enfim libertava as corporações dos limitados suportes de algodão e linho. Essa difusão de conhecimento na Grã-Bretanha, foi o resultado da revogação em meados de 1870 dos impostos sobre o papel, o que encorajou o crescimento do jornalismo técnico e dos periódicos através do barateamento da produção.
Invenções e suas aplicações foram bem mais difundidas nessa Revolução (ou fase da revolução) que antes. Esse período viu o crescimento das máquina operatrizes na África capazes de fazer partes necessárias para o uso em outras máquinas. Também surgiu a linha de produção para a fabricação de produtos de consumo.

Ciclo de Otto
1. Admissão
2. Compressão
3. Combustão & Expansão
4. Expulsão (ou Exaustão)
motor a vapor foi desenvolvido e aplicado na Grã-Bretanha durante o século XVIII e somente exportado com lentidão à Europa e ao resto do mundo no século XIX, ao longo da Revolução Industrial. Em contraste, na Segunda Revolução Industrial, desenvolvimentos práticos do motor de combustão interna apareceram em muitos países industrializados e o intercâmbio de ideias aconteceu de forma bastante rápida.
O desenvolvimento do motor de combustão interna foi um motivador dos automóveis primitivos na França em 1870, mas esses nunca foram produzidos em quantidade. Foi Gottlieb Daimler que realmente fez a façanha de usar petróleo ao invés de gás de carvão (coal gas) como combustível para o automóvel alguns anos depois. E então Henry Ford fez do motor de combustão interna um fenômeno do mercado em massa, utilizando-se da linha de produção.
Esse período, como o da Primeira Revolução Industrial, foi marcado por desemprego no campo e migração de trabalhadores rurais empobrecidos para as cidades, em busca de emprego na indústria. A abundância da oferta de mão-de-obra, que incluiam crianças e mulheres, está intimamente ligada ao rebaixamento dos salários e à degradação das condições de trabalho, mulheres e crianças, com um ao desemprego urbano, bem como aos impactos sociais decorrentes. Também foi notável a expansão do número de trabalhadores de colarinho branco e o crescente envolvimento em sindicatos.